A Sociedade Esportiva Palmeiras precisou mudar o planejamento do ataque depois da saída de Allan para o Manchester City. O atacante foi negociado por até 40 milhões de euros, em uma das maiores vendas da história do clube.
A diretoria alviverde, porém, não pretende entrar no mercado simplesmente para preencher a vaga deixada pelo jogador. A avaliação interna é de que uma contratação só fará sentido se representar uma oportunidade considerada superior às opções já existentes.

O clube acompanha nomes que podem atuar pelos lados do campo e oferecer características próximas às apresentadas por Allan. Entre os jogadores observados estão Helinho, do Toluca, e Luiz Henrique, do Zenit.
Os valores envolvidos nas duas possibilidades, entretanto, dificultam qualquer avanço. Por isso, o Palmeiras mantém uma postura cautelosa e também avalia alternativas dentro das próprias categorias de base.
A janela brasileira termina em 11 de setembro, e esse prazo será determinante para a definição do próximo passo.
Palmeiras evita contratação apenas para repor Allan
A saída de Allan não significa que o Palmeiras tenha decidido obrigatoriamente contratar outro ponta.
O jogador tinha características muito específicas no sistema de Abel Ferreira. Em 2026, Allan atuou aberto pelo lado direito, participou da construção ofensiva e também ajudou defensivamente.
Por isso, a diretoria entende que encontrar uma simples reposição numérica não resolveria necessariamente o problema. O novo jogador precisaria acrescentar qualidade ao elenco.
Essa avaliação também explica a cautela nas negociações. O Palmeiras possui opções internas como Jhon Arias, Felipe Anderson, Mauricio, Giay e Khellven, que podem exercer funções diferentes pelo lado do campo.
A prioridade, portanto, é encontrar um atleta que realmente aumente o nível do grupo.
Caso isso não aconteça, a tendência é aproveitar jogadores formados na Academia.
Helinho aparece no radar, mas negócio é difícil
Um dos nomes que entrou no radar do Palmeiras é Helinho, atualmente no Toluca.
O atacante possui características consideradas interessantes para atuar pelos lados e aparece como uma alternativa monitorada pelo clube. No entanto, o Palmeiras não abriu negociação formal com o jogador até o momento.
O cenário financeiro também representa um obstáculo.
O Toluca trabalha com uma pedida elevada para liberar o atacante. Nos bastidores, os valores giram na casa dos 12 milhões a 13 milhões de dólares, o que faz o Palmeiras analisar cuidadosamente a relação entre investimento e retorno.
A diretoria não pretende comprometer o planejamento financeiro por uma contratação que não seja considerada realmente necessária.
Por isso, Helinho segue como possibilidade de mercado, mas não como uma negociação encaminhada.
Luiz Henrique é sonho de Abel, mas preço pesa
Outro nome que agrada bastante ao Palmeiras é Luiz Henrique, do Zenit.
O atacante já era considerado um jogador de alto nível no radar alviverde e também agrada ao técnico Abel Ferreira. Porém, a operação é considerada extremamente difícil pelo valor exigido pelo clube russo.
O Zenit chegou a pedir aproximadamente 35 milhões de euros para negociar Luiz Henrique. O valor foi considerado elevado pelo Palmeiras.
A situação deixa claro o tamanho do desafio para encontrar um substituto de Allan.
O Palmeiras não quer transformar a receita obtida com a venda em uma obrigação de gastar imediatamente no mercado.
A ideia é aproveitar uma oportunidade caso ela apareça. Se o negócio exigir um investimento muito acima do planejado, o clube pode simplesmente manter as soluções internas.
Base ganha força para substituir Allan
Enquanto o mercado é monitorado, a base do Palmeiras aparece como uma alternativa cada vez mais importante.
O clube já demonstrou que não pretende contratar qualquer jogador apenas por causa de uma saída. A diretoria entende que uma contratação precisa apresentar qualidade superior às opções que estão sendo formadas no Sub-20.
Entre os nomes observados está Eduardo Conceição, uma das principais promessas das categorias de base.
O atacante tem apenas 16 anos, mas já atua em categorias acima da idade e também participou de treinamentos com o elenco profissional. Ele pode atuar como meia, ponta ou atacante.
Eduardo também aparece entre os jovens mais valorizados da Academia. O Palmeiras já recusou propostas europeias pelo jogador, incluindo uma oferta que poderia chegar a aproximadamente R$ 150 milhões, com bônus.
A promoção ao elenco principal, portanto, seria mais um passo no processo de desenvolvimento da joia.
Palmeiras define prazo para escolher o substituto
A principal informação é que o Palmeiras vai esperar uma oportunidade de mercado antes de contratar um novo atacante para substituir Allan.
A diretoria pretende manter o monitoramento até o fechamento da janela brasileira, em 11 de setembro.
Se aparecer um ponta considerado capaz de elevar o nível do elenco, o clube poderá avançar. Caso contrário, a tendência é aumentar o espaço para jogadores da base.
Nesse cenário, Eduardo Conceição aparece como um dos nomes que podem ganhar protagonismo dentro do projeto alviverde. O jovem já está integrado ao grupo de apoio aos profissionais e foi inscrito pelo Palmeiras na Libertadores.
A estratégia mostra que o clube não pretende substituir Allan necessariamente com uma contratação de impacto. A prioridade é preservar o equilíbrio do elenco e evitar um investimento sem convicção.
O Palmeiras também sabe que Allan não era apenas mais um atacante. O jogador se tornou peça importante no modelo de Abel Ferreira, especialmente pela capacidade de atuar aberto, driblar e cumprir funções defensivas.
Por isso, a diretoria prefere esperar antes de tomar uma decisão definitiva.
Se nenhuma oportunidade considerada ideal aparecer até 11 de setembro, o Palmeiras deverá priorizar a promoção de jogadores da base para preencher o espaço deixado por Allan. Eduardo Conceição está entre os principais nomes avaliados para esse processo.