Os bastidores da negociação envolvendo Jhon Arias revelam um jogo complexo de engenharia financeira, cláusulas contratuais e, principalmente, vontade do jogador. As informações são de Diego Firmino, em conjunto com a TV Espírito de Porco.
A matemática do Fluminense na disputa por Arias
A venda de Arias ao Wolverhampton foi estruturada de forma parcelada, em € 17 milhões fixos + € 5 milhões em metas. Com isso, criou-se um cenário hipotético nos bastidores:
O Fluminense poderia usar o saldo ainda a receber do Wolves para “cobrir” parte de uma nova oferta, desembolsando apenas a diferença em relação a uma proposta feita por outro clube.
Como a transferência ocorreu há pouco mais de seis meses, o saldo devedor do clube inglês ainda é considerado alto, o que dá margem para essa engenharia financeira.
Cláusula de prioridade perde força diante da vontade do atleta
Apesar da possibilidade matemática, existe um ponto considerado decisivo: a vontade de Jhon Arias.
Caso o jogador decida retornar ao Brasil e escolha o Palmeiras, a tendência é que o Fluminense abra mão da cláusula de prioridade, entendendo que forçar a permanência não seria viável.
Nos bastidores, a leitura é clara: a cláusula só se sustenta se o atleta estiver disposto a negociar com o Flu.

Desejo de Jhon Arias pode definir o desfecho para Palmeira
Se Arias “bater o pé” pelo Palmeiras, toda a engenharia financeira do Fluminense perde efeito prático. Nesse cenário, a negociação passa a ser definida quase exclusivamente pela vontade do jogador, algo que tem pesado cada vez mais nas tratativas modernas.
O Verdão, por sua vez, acompanha atentamente o cenário, ciente de que o fator humano pode ser mais forte que qualquer conta financeira.
Negociação segue aberta nos bastidores
Ainda não há definição oficial, mas o ambiente indica que o desejo do atleta será determinante para o desfecho. Enquanto isso, os clubes seguem avaliando cenários, números e possibilidades.