O Sociedade Esportiva Palmeiras avalia possíveis medidas na Justiça Desportiva após o gol anulado no clássico contra o Santos.
Nos bastidores, o clube entende que a arbitragem pode ter aplicado de forma incorreta a atual regra da IFAB sobre toque de mão ofensivo.
A discussão ganhou força após a coletiva do diretor Anderson Barros. Que leu publicamente o texto oficial da regra.

Palmeiras questiona interpretação da regra
A polêmica envolve o lance em que a bola teria tocado de forma acidental em Flaco López antes do gol marcado por Bruno Fuchs.
Segundo o entendimento defendido pelo Palmeiras, a atual redação da IFAB diferencia:
- gols marcados diretamente após toque de mão;
- e jogadas posteriores concluídas por outro atleta.
O clube argumenta que, como o gol foi marcado por outro jogador, a anulação não deveria acontecer.
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Áudio do VAR pode ser decisivo
O ponto central da discussão agora passa pelo áudio do VAR, que poderá indicar qual interpretação foi utilizada pela arbitragem durante a análise do lance.
Nos bastidores jurídicos, existe entendimento de que o caso pode ganhar proporções maiores caso fique comprovado:
- erro na aplicação da regra;
- interpretação incompatível com o texto oficial;
- ou eventual desconhecimento da norma vigente.
Esse cenário poderia abrir debate sobre chamado “erro de direito”. Dentro do STJD.
Anulação ainda é considerada improvável
Apesar da repercussão, especialistas em direito desportivo entendem que uma eventual anulação da partida segue sendo cenário excepcional. Historicamente, o tribunal exige:
Palmeiras acompanha próximos passos do caso
Diante desse cenário, o áudio do VAR pode se tornar peça central na discussão jurídica envolvendo o gol anulado do Palmeiras e eventual debate sobre anulação da partida.
O clube segue estudando possíveis medidas no âmbito desportivo.
- comprovação clara de erro de direito;
- e impacto direto no resultado final da partida.
A avaliação jurídica considera o caso complexo.
E ainda longe de definição.