Palmeiras voltou a chamar atenção após a decisão de Abel Ferreira sobre a utilização de Ramón Sosa no setor ofensivo. O treinador português tem adotado o paraguaio como uma alternativa mais avançada no ataque, funcionando como segundo atacante.
A escolha chamou atenção principalmente porque o elenco conta com outras opções ofensivas. Mesmo assim, o técnico manteve o modelo tático utilizado recentemente, repetindo a função que o jogador já vinha desempenhando nas últimas partidas.
Dentro da análise da comissão técnica, a decisão também se conecta à estrutura ofensiva atual do elenco. O Palmeiras conta com Vitor Roque e Flaco López como principais referências no comando de ataque, mas não possui um substituto direto para a dupla.
Diante desse cenário, a adaptação de Sosa surge como uma solução dentro do próprio elenco. A ideia é garantir uma alternativa ofensiva sem alterar a estrutura tática utilizada pelo treinador.
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Escolha de Abel Ferreira segue lógica tática no Palmeiras
A decisão também ganhou repercussão porque muitos torcedores esperavam a entrada de outro jogador no setor ofensivo. Sem Vitor Roque disponível em determinado momento, parte da torcida acreditava que a escolha poderia recair sobre outras peças do elenco.
No entanto, o treinador optou por manter o padrão tático que vem sendo repetido nos últimos jogos. Para a comissão técnica, a continuidade do modelo ajuda na manutenção do funcionamento coletivo da equipe.
Nesse contexto, a discussão também envolve o papel de Jhon Arias dentro do elenco. O colombiano é visto como um jogador com grande qualidade técnica e capacidade de atuar em diferentes funções ofensivas.
"Abel Ferreira já falou que tem visto Ramón Sosa como segundo atacante. Opção a Flaco e Vitor Roque, já que eles não têm reserva. O paraguaio entrou assim em todos os últimos jogos. O treinador do Palmeiras é ‘quadrado’, todo mundo sabe. Sem Roque, o lógico era escalar o Sosa mesmo, não o Arias. Assim, o modelo foi mantido. Pode questionar e discordar, mas há lógica e raciocínio por trás. A qualidade do Jhon Arias — técnica e tática — naturalmente vai se impor. Ele será titular”, analisou Paulo Calçade, durante participação na ESPN.