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Flamengo e Fluminense reagem a medida de Lula e boicote eleitoral entra nos bastidores

Flamengo e Fluminense contestam os efeitos da proibição das bets, enquanto o futebol brasileiro entra em uma nova disputa por receitas e patrocínios.

26/09/2026 - 19:48
Felipe Lemos
Flamengo e Fluminense reagem a medida de Lula e boicote eleitoral entra nos bastidores

O Flamengo e o Fluminense entraram no centro da discussão após a decisão do governo federal de proibir as apostas de quota fixa no Brasil.

Os dois clubes divulgaram manifestações na sexta-feira, 25 de setembro, após a assinatura da Medida Provisória.

A medida determina o fim da exploração, oferta, intermediação e publicidade das chamadas bets no território nacional.

A mudança atinge diretamente contratos de patrocínio que movimentam valores relevantes no futebol brasileiro.

O debate ganhou ainda mais força porque Flamengo e Fluminense possuem contratos importantes com empresas do setor.

Flamengo questiona mudança no mercado de apostas

O Clube de Regatas do Flamengo publicou uma nota oficial após a decisão do governo.

O clube argumentou que empresas autorizadas assumiram compromissos financeiros dentro das regras estabelecidas anteriormente.

A diretoria rubro-negra defendeu fiscalização e aperfeiçoamento da regulamentação em vez da interrupção do mercado.

O Flamengo também apontou possíveis consequências para as receitas destinadas ao esporte brasileiro.

Segundo o UOL, o clube avaliou que a mudança pode atingir diretamente diferentes modalidades esportivas.

A posição foi apresentada em meio à preocupação com o futuro do patrocínio máster da equipe.

Fluminense também se posiciona contra mudança abrupta

O Fluminense Football Club também divulgou uma nota oficial sobre a medida.

O clube reconheceu que existe debate sobre os impactos das apostas na sociedade.

Ao mesmo tempo, questionou uma alteração considerada abrupta nas regras do mercado.

O Fluminense afirmou que assumiu compromissos financeiros contando com os recursos provenientes do patrocínio.

O clube citou ainda contratos já firmados e produtos que possuem a marca da patrocinadora.

A nota defendeu, no mínimo, um período de transição para mudanças no setor.

Flamengo e Fluminense enfrentam impacto nos patrocínios

A medida também criou incertezas sobre contratos atualmente em vigor.

O Flamengo possui a Betano como patrocinadora máster, em um dos maiores acordos do futebol brasileiro.

O Fluminense, por sua vez, tem a Superbet como patrocinadora principal.

A Superbet já comunicou ao Fluminense a possibilidade de encerramento do contrato caso a medida seja mantida.

O acordo entre as partes prevê vínculo até o fim de 2029, com valor informado de R$ 58 milhões por ano.

O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, afirmou que o impacto total pode superar R$ 100 milhões, considerando outros elementos relacionados ao acordo.

Medida do governo muda cenário do futebol

A MP assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva estabelece um cronograma para o encerramento das atividades.

Novos aportes em contas de apostas foram proibidos após a publicação da medida.

Os usuários terão até 5 de outubro para acessar as plataformas e resgatar valores remanescentes.

A partir de 6 de outubro, sites e aplicativos deverão ser bloqueados no país.

A publicidade de novas apostas também foi proibida imediatamente.

Peças publicitárias já contratadas poderão permanecer em circulação até 5 de outubro.

Flamengo e Fluminense alertam para efeitos no esporte

Os clubes também destacaram que os recursos das apostas não ficam restritos ao futebol profissional.

O Fluminense citou investimentos em categorias de base, futebol feminino e esportes olímpicos.

A direção tricolor também argumentou que o mercado clandestino poderia ocupar o espaço deixado pelas empresas regulamentadas.

O Flamengo apresentou preocupação semelhante ao apontar possíveis efeitos sobre receitas e investimentos esportivos.

A discussão, portanto, passou a envolver não apenas os contratos comerciais, mas também o financiamento de diferentes áreas dos clubes.

Flamengo e Fluminense entram em disputa de narrativas

A reação dos dois clubes ganhou repercussão porque ocorreu imediatamente após a assinatura da MP.

Outras equipes da Série A também foram afetadas pela possibilidade de encerramento dos contratos com empresas de apostas.

Segundo levantamento divulgado pela imprensa, 14 dos 20 clubes da Série A possuem empresas do setor em suas camisas.

Os contratos movimentavam aproximadamente R$ 1,1 bilhão em patrocínios na temporada 2026, segundo dados citados pelo Diário do Povo.

O cenário coloca os clubes diante da necessidade de encontrar alternativas comerciais caso os contratos sejam encerrados.

Flamengo e Fluminense têm novo capítulo nos bastidores

A discussão também chegou ao campo político por causa da repercussão da medida.

O Blog Milton Figueiredo publicou que haveria articulações para que clubes adotassem uma postura de oposição eleitoral ao governo.

A publicação afirma que estaria sendo discutida a possibilidade de um boicote à reeleição de Lula.

Entretanto, essa alegação não aparece nas notas oficiais divulgadas por Flamengo ou Fluminense.

Os comunicados dos clubes se concentram nos efeitos econômicos, jurídicos e esportivos da proibição das bets.

Flamengo e Fluminense deixam pressão política em segundo plano

Até o momento, portanto, o que está documentado oficialmente é a oposição dos dois clubes à forma como a mudança foi conduzida.

Flamengo questionou a segurança jurídica e os efeitos sobre o esporte.

Fluminense pediu uma transição adequada e alertou para possíveis prejuízos decorrentes da mudança.

A alegação sobre um eventual movimento eleitoral foi publicada pelo Blog Milton Figueiredo, com referência ao Conexão Política, mas não foi apresentada como decisão oficial dos clubes.

O principal impacto confirmado neste momento está nos contratos de patrocínio e nas receitas do futebol.

A partir de outubro, Flamengo e Fluminense terão de lidar com um novo cenário comercial caso a MP produza seus efeitos previstos.

Sobre o autor

Felipe Lemos

Jornalista formado na Ulbra, 35 anos, com passagens pelo Torcedorescom, 90 min e com experiência no mercado da bola.

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