O Corinthians trabalha com a tendência de não renovar o contrato de Memphis Depay, que se encerra em julho. Internamente, fontes ligadas à diretoria avaliam como improvável a permanência do camisa 10 para o segundo semestre, sobretudo diante do cenário financeiro e de pendências que seguem sem solução.
Embora o clube reconheça a importância técnica do holandês, o ambiente atual não favorece uma extensão de vínculo. Pessoas próximas ao jogador relatam que Depay está feliz no Brasil, criou vínculos pessoais e aprofundou amizades, inclusive com Neymar, mas a rotina de atrasos nos pagamentos passou a pesar de forma decisiva.
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O ponto central da discussão é a dívida acumulada, que gira em torno de R$ 30 milhões. Antes de qualquer conversa formal sobre renovação, a diretoria entende que precisa apresentar um plano claro para quitar o débito, condição considerada indispensável pelo estafe do atleta.

Ajuste salarial e entraves financeiros
Além da dívida, outro obstáculo relevante é a necessidade de redução salarial. Para se adequar à realidade financeira do clube, o Corinthians avalia que Memphis Depay teria de aceitar novos termos, com valores abaixo do contrato atual, algo que, até o momento, não avançou.
A leitura interna é de que a combinação entre dívida em aberto e ajuste de salário torna o cenário pouco viável no curto prazo. Mesmo com boa adaptação esportiva e relação positiva no elenco, o clube prioriza a reorganização financeira antes de assumir novos compromissos de longo prazo.
Nos bastidores, a avaliação é pragmática. Sem uma solução concreta para os atrasos e sem consenso sobre valores futuros, o caminho mais provável é o término do vínculo ao fim do contrato vigente, sem renovação.
As informações foram divulgadas por UOL, com apuração de Pedro Lopes, Fábio Lázaro e equipe, destacando que, neste momento, a tendência é de não haver acordo entre as partes para estender o contrato.