O Corinthians voltou ao centro de uma disputa judicial envolvendo o empresário André Cury, agente de Yuri Alberto.
O representante do atacante questiona novamente a forma como o clube vem conduzindo o pagamento de suas dívidas.
A discussão envolve valores relacionados à negociação de Yuri Alberto com o Zenit, além de outras pendências.
Cury também já questionou documentos apresentados pelo Corinthians no Regime Centralizado de Execuções.
Agora, a disputa ganhou um novo capítulo e voltou a colocar as contas do clube sob pressão.

Corinthians enfrenta sequência de cobranças na Justiça
A relação entre o Corinthians e André Cury é marcada por diferentes processos judiciais.
O empresário começou a cobrar valores do clube em ações que envolvem comissões, intermediações e outros contratos.
Em 2024, Cury ingressou com uma ação cobrando R$ 3,3 milhões pela intermediação da negociação de Yuri Alberto com o Zenit.
Na negociação, havia previsão de pagamento de 1 milhão de euros ao agente, dividido em três parcelas.
Cury alegou que duas parcelas não haviam sido quitadas pelo clube.
A cobrança posteriormente voltou a aparecer em outras discussões relacionadas ao passivo corintiano.
Yuri Alberto está no centro da disputa
A contratação de Yuri Alberto continua sendo um dos pontos importantes da relação entre Cury e Corinthians.
O empresário intermediou a chegada do atacante ao clube em 2022.
O jogador inicialmente foi emprestado pelo Zenit antes de permanecer em definitivo no futebol brasileiro.
Em 2025, Cury afirmou que não havia recebido valores do Corinthians pela negociação.
A cobrança também ganhou novos contornos porque o empresário possui acordo que prevê comissão sobre uma eventual venda de Yuri Alberto.
Segundo o ge, o Corinthians tem 50% dos direitos econômicos do atacante e se comprometeu a repassar 10% de sua parte ao agente em caso de transferência.
Corinthians entrou no RCE para organizar dívidas
A discussão passou a envolver também o Regime Centralizado de Execuções, mecanismo utilizado pelo Corinthians para organizar o pagamento de seus débitos.
O plano aprovado pela Justiça prevê a concentração de dívidas e pagamentos aos credores conforme as regras estabelecidas.
Cury, entretanto, questionou diferentes aspectos da estrutura apresentada pelo clube.
Em março, a defesa do empresário pediu a suspensão do RCE após apontar divergências nas receitas declaradas pelo Corinthians.
Segundo a ESPN, um perito judicial havia identificado diferença de aproximadamente R$ 150 milhões entre receitas informadas pelo clube e movimentações verificadas.
A defesa de Cury argumentou que os documentos não permitiam uma análise suficientemente confiável do plano.
Empresário também questionou contrato com a Nike
A disputa ganhou outra frente durante 2026.
André Cury entrou na Justiça para obter acesso integral ao contrato do Corinthians com a Nike.
A iniciativa está relacionada à discussão sobre as receitas consideradas no RCE.
A defesa do empresário questionou a ausência de aproximadamente R$ 150 milhões nas receitas utilizadas pelo clube para o mecanismo de pagamento.
O objetivo seria verificar os valores previstos no contrato e sua relação com as receitas declaradas pelo Corinthians.
A questão ampliou a discussão para além das comissões relacionadas a jogadores.
Corinthians já teve valores bloqueados
A disputa também já provocou consequências financeiras para o Corinthians.
Em agosto de 2025, a Justiça manteve bloqueado um valor de R$ 10,9 milhões referente à premiação recebida pelo clube na Copa do Brasil.
A decisão ocorreu em processo movido por André Cury.
O entendimento judicial foi de que os valores não poderiam ser liberados imediatamente ao Corinthians dentro do contexto do RCE.
O episódio mostrou como as cobranças do empresário podem atingir receitas diretamente recebidas pelo clube.
A relação entre as partes, portanto, continua sendo acompanhada também dentro dos processos judiciais.
Corinthians volta a ser cobrado por André Cury
O novo movimento ocorre em um momento delicado para as finanças do clube.
O Corinthians tenta cumprir o plano estabelecido no RCE enquanto enfrenta diferentes credores na Justiça.
Cury está entre os principais credores do clube e já apresentou questionamentos sobre documentos, valores e critérios de pagamento.
A defesa do empresário também sustenta que os comprovantes apresentados pelo Corinthians precisam ser analisados para confirmar os pagamentos alegados.
A discussão, portanto, não envolve apenas o valor de uma comissão específica.
Ela também passa pela forma como o clube comprova seus pagamentos e apresenta suas receitas no processo judicial.
André Cury volta a cobrar o Corinthians
A disputa chegou a um novo capítulo nesta sexta-feira, segundo a ESPN Brasil.
André Cury voltou a cobrar o Corinthians na Justiça e afirma que não recebeu os comprovantes dos pagamentos que o clube diz ter realizado.
O empresário também voltou a cobrar valores relacionados à negociação de Yuri Alberto e incluiu na disputa uma questão envolvendo o contrato do Corinthians com a Nike.
Cury pede que a Justiça determine o cumprimento dos valores que considera devidos e afirma que é necessário colocar ordem nas pendências financeiras do clube.
O Corinthians, por sua vez, segue submetido ao RCE para organizar o pagamento de seus credores.