O Corinthians decidiu cancelar a contratação do atacante Kayky, do Bahia, após uma decisão direta do presidente Osmar Stabile nos bastidores do clube. A negociação estava em estágio avançado, com termos alinhados entre o jogador e a diretoria alvinegra, mas acabou travada por fatores institucionais que extrapolaram o campo esportivo.
Internamente, o executivo de futebol Marcelo Paz já havia costurado um acordo com o atleta. Kayky, inclusive, priorizou o Corinthians, recusando sondagens de outros clubes da Série A, apostando no projeto esportivo apresentado pelo Timão para a sequência da temporada.
Apesar do avanço inicial, a negociação sofreu uma reviravolta após a diretoria avaliar o cenário político e jurídico envolvendo o Bahia e o Grupo City. O Corinthians entendeu que avançar no negócio poderia gerar um desgaste institucional considerado incoerente com a postura atual do clube.

Processo na FIFA pesou na decisão alvinegra
O principal fator que levou ao recuo foi o processo movido pelo Corinthians na FIFA contra o Bahia e o Grupo City, no caso envolvendo o jovem Kauê Furquim. O Timão acusa o clube baiano de aliciamento e pede uma indenização de 50 milhões de euros pela saída do atleta das categorias de base.
Dentro desse contexto, dirigentes alvinegros classificaram como “hipocrisia” negociar com o Bahia enquanto o processo segue em andamento. A avaliação foi determinante para a decisão de interromper qualquer avanço na contratação de Kayky.
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Oficialmente, o Corinthians comunicou que a desistência também passa por critérios técnicos. O clube argumenta que os números de Kayky em 2025 não foram satisfatórios, embora a comissão técnica de Dorival Júnior tivesse demonstrado entusiasmo inicial com a possível chegada do atacante.
Antes da mudança de posição, o cenário era de otimismo nos bastidores. A avaliação técnica via potencial de crescimento no jogador, especialmente dentro de um elenco que busca mais opções ofensivas para a temporada.
Em contato com o ge, o Corinthians explicou sua postura diante do impasse.
“O clube entendeu que não fazia sentido avançar em uma negociação neste contexto”, informou a reportagem do ge.globo.
Com a desistência, o Timão segue no mercado em busca de alternativas, mantendo a diretriz de alinhar decisões esportivas com questões financeiras e institucionais.