O zagueiro Nino, atualmente no Zenit da Rússia, está no centro de uma disputa entre clubes brasileiros pelo seu retorno ao futebol nacional. O Fluminense teria um acordo verbal com o jogador para repatriá-lo após a Copa do Mundo, em meados de junho, segundo apuração.
Apesar desse entendimento prévio com o Flu, o Palmeiras entrou de forma mais agressiva no mercado e já teria oferecido 15 milhões de euros (aproximadamente R$ 86,5 milhões) ao clube russo para tentar antecipar a contratação do defensor neste momento.
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Internamente, fontes ligadas à negociação avaliam que a postura do Palmeiras coloca pressão sobre o Fluminense, que até aceita esperar pelo retorno de Nino depois da temporada europeia. A diferença principal está no prazo e na dimensão financeira: enquanto o Flu projeta um acerto posterior à Copa, o Verdão busca resolver a questão agora, reforçando sua defesa para as competições ainda em andamento.

Contexto esportivo e vontade do jogador
Nino manifestou o desejo de retornar ao Brasil, conforme apurado, mas a dificuldade maior está na posição do Zenit. O clube russo valoriza o zagueiro e não tende a liberar o atleta antes do fim de seu compromisso no futebol europeu, condição que dificulta um anúncio imediato. Essa postura também foi confirmada por outras fontes que acompanharam as conversas entre as partes.
O zagueiro foi vendido pelo Fluminense ao Zenit em 2024, assinando contrato até 2028, e desde então tem sido titular na equipe europeia.
Postura distinta dos clubes brasileiros
O Fluminense, por sua vez, tem adotado uma posição mais paciente e aguarda o momento em que a janela brasileira reabra de forma plena após a Copa. Na visão tricolor, o relacionamento anterior com o atleta e o acordo verbal facilitariam um retorno mais natural nos próximos meses.
Do outro lado, o Palmeiras quer ser protagonista imediato na negociação e reforçar a sua defesa o quanto antes neste início de temporada — uma demanda identificada pela comissão técnica como prioritária para elevar a competitividade do elenco.