O Corinthians vive um momento de otimismo nas conversas com o PicPay para a venda dos naming rights da Neo Química Arena. Internamente, a avaliação é positiva sobre o interesse do banco digital, que enxerga no Timão uma plataforma estratégica de exposição nacional e engajamento de marca. No entanto, um obstáculo financeiro relevante ainda impede o avanço definitivo do acordo.
O principal entrave está ligado ao contrato vigente com a Hypera Pharma. Para liberar a negociação com um novo patrocinador do estádio, o Corinthians precisaria arcar com uma multa rescisória avaliada em R$ 70 milhões, valor considerado alto diante da atual situação financeira do clube. A diretoria avalia alternativas jurídicas e negociais para tentar reduzir esse impacto.
Apesar da dificuldade, o cenário não é tratado como inviável. Pessoas envolvidas na negociação entendem que o interesse do PicPay vai além do naming rights e pode justificar um modelo mais amplo de parceria, capaz de diluir custos e gerar novas receitas ao clube paulista ao longo do contrato.
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Interesse vai além do estádio e amplia negociações
Antes mesmo de avançar na questão da Arena, o Corinthians passou a discutir internamente o potencial estratégico do PicPay como parceiro comercial. A visão é que um acordo mais robusto poderia transformar a relação em algo semelhante a um “patrocinador âncora”, com presença em diferentes frentes do clube.
Nos bastidores, há a leitura de que o banco digital avalia assumir outros acordos comerciais com o Timão, como propriedades de camisa, ativações digitais e projetos de relacionamento com torcedores. Esse pacote mais amplo poderia facilitar uma equação financeira que torne viável a rescisão com a Hypera Pharma.
A diretoria corintiana entende que a Neo Química Arena segue como um ativo altamente valorizado no mercado. Mesmo em meio às dificuldades financeiras, o clube acredita que o potencial de retorno publicitário e institucional do estádio justifica a cautela nas decisões.
Contexto financeiro exige cautela da diretoria
O Corinthians trata o tema com pragmatismo. Qualquer avanço depende de garantias de que o novo acordo não apenas cubra a multa rescisória, mas também gere receita líquida relevante no médio e longo prazo. O clube não quer repetir acordos que tragam alívio momentâneo, mas comprometam o futuro financeiro.
A negociação segue em andamento, com reuniões frequentes e troca de informações entre as partes. Ainda não há prazo definido para um desfecho, mas o tom nos bastidores é de cauteloso otimismo, desde que o entrave contratual seja superado.
Arena segue como peça central do projeto
Enquanto as tratativas continuam, a Neo Química Arena permanece no centro do planejamento estratégico do Corinthians. A diretoria vê o estádio não apenas como palco esportivo, mas como principal ativo comercial do clube, capaz de atrair grandes marcas e parcerias estruturantes.
O desfecho da negociação com o PicPay será determinante para o próximo passo do Corinthians fora de campo. Até lá, o clube segue tentando construir uma solução que una viabilidade financeira, segurança jurídica e potencial de crescimento de receita.