
O Corinthians vive um momento delicado fora de campo e encontra grande dificuldade para resolver o principal transfer ban que impede o clube de registrar novos jogadores. A punição é decorrente de uma dívida com o Santos Laguna, do México, relacionada à contratação do zagueiro Félix Torres, realizada no início de 2024.
Atualmente, o débito gira em torno de R$ 40 milhões, valor que inclui parcelas atrasadas, juros e encargos contratuais. Apenas os acréscimos financeiros ultrapassam a casa dos R$ 7 milhões, o que tem dificultado ainda mais qualquer tentativa de acordo entre as partes.
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Negociações travadas e resistência mexicana
Nos bastidores, a diretoria corinthiana mantém conversas constantes com o Santos Laguna em busca de uma solução definitiva. O clube paulista chegou a apresentar propostas consideradas agressivas, incluindo a quitação de até 90% do valor total à vista, mas todas foram recusadas pelos mexicanos.
Além disso, o Corinthians tentou alternativas como diluição do pagamento, renegociação dos encargos e até pedidos de redução do montante final. No entanto, o clube mexicano tem adotado postura rígida e não demonstra abertura para concessões neste momento.
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Transfer ban impacta planejamento esportivo
A manutenção do transfer ban preocupa internamente, especialmente em um período decisivo de planejamento para a temporada. O Corinthians tem monitorado o mercado, avaliado reforços e conduzido negociações, mas esbarra na impossibilidade de registrar novos atletas enquanto a pendência não for solucionada junto à FIFA.
A diretoria entende que a resolução do caso Félix Torres é prioridade absoluta. Sem isso, o clube segue limitado não apenas para contratar, mas também para dar segurança ao elenco e à comissão técnica, liderada por Dorival Júnior, que aguarda definições para montar o grupo de forma definitiva.
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Cenário exige cautela e soluções criativas
Apesar do cenário adverso, o Corinthians mantém cautela e trabalha com diferentes frentes para tentar destravar o impasse. Internamente, há a avaliação de que o caso pode se arrastar caso o Santos Laguna mantenha a postura inflexível, o que obriga o clube paulista a buscar soluções financeiras criativas para cumprir as exigências impostas.
Enquanto isso, o Timão segue convivendo com restrições no mercado e pressão externa, em um contexto que reforça a importância de equilíbrio financeiro e gestão eficiente para evitar novos entraves judiciais e esportivos no futuro.
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